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SEXTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2022
01 de NOVEMBRO de 2021

Acordo veio para cantina não bancar PCC, mas lista do MP não tem salame e bacon

No portão da Máxima de Campo Grande, presídio Jair Ferreira de Carvalho, cartaz informa regras sobre alimentos. (Foto: Marcos Maluf)

Documentos encaminhados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a pedido do Campo Grande News, detalham que funcionamento das cantinas em presídios é norteado por TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que nasceu em 2009, após denúncia de que a revenda de produtos aos presos financiava a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A documentação também mostra diferença de 31 itens na lista de alimentos de venda liberada nas unidades penais de Mato Grosso do Sul.

A reportagem verificou que a lista do Ministério Público tem 43 produtos alimentícios permitidos para revenda aos presos. Já lista encaminhada por denunciante  à reportagem tem 74 itens, com a inclusão de salame, feijoada pronta industrializada, bacon, batata frita congelada, salgados e creme de leite.

A listagem com mais produtos foi repassada pelo Campo Grande News à Agepen (Agência Estadual do Sistema Penitenciário). Na resposta, a agência informou somente que os produtos comercializados obedecem ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público. Conforme o denunciante, a inclusão dos demais produtos foi para agradar a clientela.

Acordo do TAC foi firmado entre Agepen e MPMS em novembro de 2009. (Foto: Reprodução)Acordo do TAC foi firmado entre Agepen e MPMS em novembro de 2009. (Foto: Reprodução)

Acordo - Firmado em 3  de novembro de 2009, o TAC exigiu a prestação de conta mensal sobre a movimentação das cantinas, com o balanço também encaminhado ao  Ministério Público. A partir de então, passou a ser cobrada nota fiscal de todos os produtos comercializados nas unidades penais. Naquele ano,  2009, as cantinas deixaram de ser administradas por presos e foram repassadas a servidores.

O acordo define que é “expressamente vedado ao administrador da Unidade Penal comercializar produtos e objetos permitidos com majoração superior a 30% (trinta por cento) do valor adquirido”. `

A reportagem apurou que é liberada a entrada de até meio salário mínimo nos presídios: R$ 550.

Conforme a Agepen, a revenda de produtos aos presos rendeu R$ 2.942.582,36 ao Funpes (Fundo Penitenciário Estadual), entre 2019 e 2021. O recurso do fundo é usado exclusivamente em projetos em prol do preso e da unidade prisional, após aprovação de conselho deliberativo.

O órgão é composto por representantes da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), Agepen, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Conselho Penitenciário e Procuradoria Jurídica.



Fonte: Campo Grande News



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