Os 400 índios guarani-kaiowás que estão há mais de um mês instalados nas fazendas “Eliane” e “Campina”, na região de Paranhos, na fronteira com o Paraguai, continuam tensos com a situação mesmo após a ocupação total das propriedades. Em pé-de-guerra com proprietários rurais da região, incluindo o relato de dois ataques e desaparecimento de um índio, eles dizem que vão ficar ali e ameaçam ampliar as ocupações.
“Só vamos ficar tranquilos depois que a gente tiver com as nossas terras. Agora não tem nem como”, disse uma das índias enquanto saía da sede da fazenda Eliane. Arredios e desconfiados, eles evitam as fotos.
Desde o dia da ocupação, há mais de um mês, o índio Eduardo Pires, 55 anos, está desaparecido. "Ninguém sabe o que aconteceu", disse outra índia. A Polícia Federal investiga o caso.
A terra demarcada pela Funai (Fundação Nacional do Índio) seria de 7,5 mil hectares, mas atualmente os indígenas só possuem cerca de 700 hectares, de acordo com eles.